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02/10/2026

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bom dia. só existe um jeito de não ser criticado: não falar nada, não opinar em nada… e não ser nada. se a crítica vem de qualquer jeito, pelo menos escolha ser autêntico. risos.

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QUICK TAKES
Para se impressionar: Estado americano do Tennessee suspende execuções no estado após mulher sobreviver a duas injeções letais
Para ler: Estudo afirma que, quanto maior é a gordura corporal, menos preciso é o smartwatch ao medir calorias gastas
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Na edição de hoje:
🇧🇷 Casos de doença inflamatória intestinal aumentam 5x no Brasil.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🧠 Insônia está associada a maior risco de AVC, demência e depressão.
⛔️ Geração Z é a que menos tem relações sexuais na história.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Sexta-feira, 02/10/2026
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BIG STORY
A doença inflamatória intestinal vive um verdadeiro “boom” no Brasil

(Imagem: Everyday Health)
Um estudo apresentado no 74º Congresso Brasileiro de Coloproctologia mostrou que o número de pacientes com doenças inflamatórias intestinais (DII) cresceu 5x no Brasil. Entre 2012 e 2025:
A taxa passou de 30 para 158 pacientes a cada 100 mil habitantes;
A taxa de novos diagnósticos subiu de 9,35 para 12,34 casos por 100 mil habitantes a cada ano.
O levantamento foi conduzido por Abel Quaresma, da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), e Paulo Kotze, da PUC do Paraná. A dupla analisou registros do Sistema Único de Saúde (SUS), em parceria com a USP, a Unicamp e a Universidade de Calgary, no Canadá.
Sobre as doenças inflamatórias intestinais 🩺
Elas são condições crônicas e imunomediadas, em que o sistema de defesa reage exageradamente contra o próprio intestino.
Acredita-se que isso ocorra em pessoas geneticamente predispostas, a partir de uma resposta desregulada às bactérias que vivem no intestino, a microbiota.
Na doença de Crohn, a inflamação atinge todas as camadas da parede intestinal e pode aparecer da boca ao ânus;
Já na retocolite ulcerativa, ela se limita à camada mais superficial do intestino grosso, começando pelo reto e avançando de forma contínua.
Ambas alternam períodos de melhora e crises, com diarreia, dor abdominal, sangramento intestinal e emagrecimento.
Tá, mas por que houve um crescimento tão alto?
Parte do salto é matemática. Como as DII são crônicas e raramente fatais, novos pacientes se somam aos antigos ano após ano.
Ou seja, o desafio não é a mortalidade, mas a morbidade: as limitações que acompanham esses pacientes por toda a vida.
Além disso, segundo Quaresma, poluição e ultraprocessados podem estar ligados ao aumento, já que aditivos parecem alterar a microbiota intestinal.
Por fim, diagnósticos mais precisos e o maior acesso à colonoscopia podem revelar casos antes despercebidos.
🔮 Quanto ao futuro. Os pesquisadores projetam que os novos diagnósticos cheguem a 22,7 por 100 mil habitantes em 2035, quase o dobro da taxa atual.
Nesse cenário, o total de pacientes pode alcançar 264 a cada 100 mil, alta de 67% em relação a 2025.
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RESEARCH
E se dormir mal estiver afetando mais do que seu dia seguinte?

(Imagem: Megan te Boekhorst | Unsplash)
Uma revisão internacional publicada no periódico Sleep Medicine Reviews mostrou que a insônia está associada a um risco 26% maior de AVC.
A pesquisa foi liderada pelo Instituto de Ciências Neurológicas de Bolonha, na Itália, e o time reuniu cientistas da Áustria, Alemanha e Suíça, com financiamento da Academia Europeia de Neurologia.
A fisiopatologia do processo
A insônia é a dificuldade de pegar no sono ou de mantê-lo, mesmo com tempo e condições adequadas para dormir. Quando persiste por três meses ou mais e prejudica o dia a dia, é considerada crônica.
Segundo os autores, esse processo mantém o corpo em estado de alerta constante. Isso eleva cortisol, pressão arterial e inflamação, que favorecem a aterosclerose: o acúmulo de placas nas artérias que pode levar ao AVC.
No cérebro, o sono ativa o sistema glinfático, uma espécie de “faxina” que remove proteínas ligadas ao Alzheimer, como a beta-amiloide.
🩺 Além disso, dormir mal altera áreas do cérebro que regulam as emoções e o controle de impulsos. Isso pode favorecer depressão e comportamento suicida.
Os diagnosticados tinham maior risco de desenvolver:
Depressão: chances cerca de 3x maiores;
Alzheimer: chances 43% maiores, em análise com cerca de 3,1 milhões de pessoas;
Comportamento suicida: chances 78% maiores de tentativa e 2x maiores de ideação;
Internação hospitalar: chances 28% maiores, por qualquer motivo.
No entanto, os autores reforçam que o estudo mostra associação, não causa. Afinal, para que isso fosse comprovado, seriam necessários estudos testando se tratar a insônia reduz esses riscos.
PS: Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico original completo.
WORLD HEALTH
A crise da Gen Z chegou na cama

(Imagem: Alexander JT | Unsplash)
Para muitos, o tema ainda é um tabu — e justamente por isso vamos falar dele. Uma pesquisa do Instituto Kinsey revelou que 29% dos jovens americanos de 18 a 29 anos não tiveram parceiros sexuais nos últimos três meses e 1 em cada 5 afirma nunca ter tido um parceiro sexual em toda a vida.
Curiosamente, o problema não parece ser falta de vontade. Entre os solteiros, 74% relataram desejo sexual moderado a muito alto.
Segundo os pesquisadores, o que falta é oportunidade. Cansaço com a rotina de encontros, medo de rejeição e aperto financeiro aparecem entre as principais barreiras:
43% disseram que preocupações financeiras dificultaram namorar ou manter um relacionamento;
37% afirmaram que o estresse financeiro prejudicou a vida sexual;
Entre quem mora com os pais, 64% não fizeram sexo nos últimos três meses, contra 27% de quem mora sozinho.
Um fator… inesperado. Cerca de 1 em cada 4 jovens disse que interações online suprem parte de suas necessidades de intimidade. Isso inclui mensagens, redes sociais e até companheiros de inteligência artificial.
Por fim, um segundo ponto chamou a atenção dos pesquisadores: menos sexo não é sinônimo de uma educação sexual eficiente. Apenas 35% relataram usar preservativo com frequência e cerca de 1 em cada 3 nunca fez testagem para ISTs, as infecções sexualmente transmissíveis.
The Big Picture. O padrão também aparece em outros países ricos. No Japão, cerca de 50% dos jovens chega aos 20 anos sem nenhuma experiência sexual. No Reino Unido, em uma pesquisa de 2024, cerca de 24% da população de 18 a 24 anos disseram nunca ter tido sexo com parceiro.
RODAPÉ
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