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03/07/2026

solidão
bom dia. somos a geração mais conectada digitalmente da história e, ao mesmo tempo, a mais solitária. já parou para pensar no porquê? invista em conexões reais. no fim do dia, são as únicas que realmente importam.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:
❓ O parasita que já infectou mais de 2 bilhões de pessoas.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
👀 Mais da metade das mulheres relata dor severa na colocação do DIU.
🩺 Qual é o grupo de indivíduos “imune” ao efeito das canetas emagrecedoras?
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Sexta-feira, 03/07/26
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BIG STORY
Você conhece o parasita que já infectou mais de 2,5 bilhões de pessoas?

(Imagem: Pinterest)
Ele pode estar na caixa de areia do seu gato ou na carne mal passada que você comeu ontem. E, embora mais de 2,5 bilhões de pessoas já tiveram contato, a parcela de indivíduos que sabe da existência da toxoplasmose é mínima.
Dito isso, um novo artigo científico publicado defende a ideia de que a doença, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, seja oficialmente reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “doença tropical negligenciada”.
O tamanho do problema 🔍
O Toxoplasma gondii já infectou cerca de um terço da população mundial, na maioria das vezes sem causar nenhum sintoma perceptível.
No Brasil, a situação é ainda mais expressiva, com estudos apontando taxas de soroprevalência entre 50% e 80% em algumas regiões, entre as mais altas do planeta.
A transmissão acontece principalmente pelo consumo de carne crua ou mal-cozida e pelo contato com fezes de gato, seja direto, pela água, terra ou vegetais contaminados.
Quando o parasita ataca os olhos, o resultado pode ser a toxoplasmose ocular, hoje considerada a infecção intraocular mais comum do mundo.
Quando a transmissão ocorre durante a gravidez, o bebê pode nascer com toxoplasmose congênita, condição associada a lesões cerebrais, perda de visão e até aborto espontâneo.
Apesar da escala do problema, a doença ainda recebe pouquíssimo investimento em pesquisa e políticas públicas, tanto no Brasil quanto no resto do mundo.
E por que o Brasil está no topo dessa lista? 🇧🇷
A incidência de toxoplasmose congênita no país saltou 50% em três anos, saindo de 4 para 6 casos a cada 100 mil habitantes entre 2019 e 2022 — e a tendência segue de alta.
Na prática, o clima tropical favorece a sobrevivência dos ovos do parasita no solo, na água e em hortaliças mal lavadas.
Pesquisas recentes também apontam que as cepas do parasita mais comuns na América do Sul costumam ser geneticamente mais diversas e mais agressivas que as europeias. Some a isso o hábito de consumir carnes ainda mal passadas, fica claro porque o país concentra alguns dos piores números do mundo.
E agora?
Os pesquisadores propõem um roteiro nos moldes do que a OMS já faz com outras doenças negligenciadas:
Melhorar triagem e diagnóstico de infecções congênitas e oculares;
Ampliar acesso a pré-natal;
Investir em segurança alimentar e educação;
Preparar melhor profissionais de saúde, da oftalmologia à veterinária;
Se o reconhecimento como “doença tropical negligenciada” sair do papel, a promessa é destravar ainda mais recursos públicos para o combate à condição.
PS: Seu gato não tem culpa de nada. A caixa de areia, entretanto, sim. Então, capriche na limpeza diária.
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RESEARCH
Mais da metade das mulheres relata dor severa na colocação do DIU

(Imagem: CEJAM)
Uma dor muito mais comum do que sugerem as diretrizes oficiais. Enquanto o Ministério da Saúde registra apenas 5% de casos de dor moderada a intensa, um estudo conduzido pela Unicamp identificou que 81% das mulheres relataram desconforto durante a inserção.
Os pesquisadores analisaram mais de 7 mil inserções de DIU realizadas entre 2022 e 2024, com base em dados clínicos do hospital universitário.
O artigo, publicado no International Journal of Gynecology and Obstetrics, aborda a existência de opções para aliviar a dor durante o procedimento, como analgésicos, anti-inflamatórios e antiespasmódicos.
No entanto, as abordagens nem sempre são adotadas de forma sistemática pelos profissionais de saúde.
Um método eficaz, mas pouco usado
No Brasil, apenas 4% das mulheres usam o método do DIU, contra cerca de 40% que recorrem à pílula anticoncepcional.
Segundo os autores da pesquisa, uma hipótese para a discrepância é o fato de muitas pacientes chegarem ao consultório sem saber o que esperar — e muitas vezes os próprios profissionais de saúde tendem a subestimar a intensidade da dor relatada.
Para o médico Luis Bahamondes, professor da Unicamp e um dos orientadores do estudo, as queixas de dor na colocação do DIU não são novidade.
Elas aparecem em registros médicos há décadas, mas nunca resultaram em diretrizes claras para reduzir o desconforto.
Você conhece alguém que já deixou de usar DIU devido ao medo da dor? |
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BELIEVE IT OR NOT
Qual é o grupo de indivíduos “imune” ao efeito das canetas emagrecedoras?

(Imagem: Pinterest)
Nos últimos anos, medicamentos como a semaglutida (Ozempic) e a tirzepatida (Mounjaro) viraram sinônimo de emagrecimento rápido, com usuários relatando perdas de peso significativas.
Mas, para uma parcela significativa de pacientes, conhecidos como “não respondentes”, esse efeito simplesmente não ocorre — perdem menos de 5% do peso corporal após cerca de seis meses de tratamento, mesmo na dose máxima tolerada.
Pesquisas estimam que esse grupo represente entre 10% e 30% de todos os usuários de medicamentos à base de GLP-1.
Por que isso ocorre?
Na prática, a semaglutida imita um hormônio intestinal natural liberado após as refeições. Ela estimula a liberação de insulina, retarda o esvaziamento do estômago (gerando saciedade) e sinaliza o sistema nervoso central para suprimir o apetite.
No entanto, certas pessoas possuem resistência à insulina, que pode bloquear parte da ação do medicamento. Outras causas incluem:
Distúrbios do sono, que atrasam a liberação natural do GLP-1 no próprio corpo;
Uso incorreto ou abandono precoce do tratamento.
Em alguns casos, o problema não está nem no comportamento em si, mas na genética do paciente. Cientistas identificaram uma variante no gene da enzima PAM, presente em cerca de 10% da população.
🩺 Ela está associada a uma forma de resistência ao GLP-1, em que a pessoa tem níveis elevados do hormônio circulando no sangue, mas sem o efeito biológico esperado.
Um estudo com quase 28 mil pacientes identificou ainda variações nos genes GLP-1R e GIPR, ligadas tanto a uma menor perda de peso quanto a uma maior incidência de efeitos colaterais.
No fim, “não responder” ao medicamento pode ter menos a ver com força de vontade e mais com a biologia única de cada corpo.
Por isso, não se compare com amigos ou conhecidos que usam os medicamentos. Não somos iguais, e nessas horas é fundamental ter acompanhamento médico especializado.
RODAPÉ
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