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03/08/2026

surpresa
bom dia. aqui quem fala são os dois fundadores do the news health. temos uma surpresa pra você. fique atento ao seu e-mail ao longo do dia. dica: nós queremos te conhecer.

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QUICK TAKES
Para conhecer: Quem é o médico alvo de Trump pela origem da Covid-19 e por que ele se calou em depoimento?
Para se impressionar: Influenciador vai parar no hospital após espremer uma espinha no rosto, em região conhecida como “triângulo da morte”
Para se aprofundar: Estudante de Medicina cria manual para mostrar como doenças aparecem em peles negras
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Na edição de hoje:
💉 Vacina experimental contra o HIV mira o que o vírus não consegue mudar.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
👀 CFM tenta suspender decisão que autoriza dentistas a realizar sedação.
🔙 Mercurocromo: o remédio “vermelhinho” que ardia e nunca curou nada.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Segunda-feira, 03/08/2026
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BIG STORY
A vacina que mira o "calcanhar de Aquiles" do HIV

(Imagem: Axios)
🩺 Cada vez mais perto da cura. Um estudo publicado na revista Nature — e apresentado na Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro — demonstrou uma nova estratégia de vacina que induziu anticorpos capazes de neutralizar múltiplas cepas do HIV em macacos.
O trabalho foi feito com 24 macacos-rhesus, que receberam de cinco a sete doses ao longo de mais de dois anos.
Sobre a estratégia 🔍
O obstáculo histórico é a altíssima variabilidade genética do HIV. O vírus muda tanto que a defesa treinada contra uma versão dele simplesmente não reconhece as outras.
A saída testada se chama germline-targeting, que, na prática, significa ensinar o sistema imunológico por etapas.
A primeira dose recruta as raríssimas células de defesa capazes de gerar os anticorpos certos;
Os reforços seguintes vão ficando cada vez mais parecidos com cepas reais do vírus, guiando essas células até a maturidade;
Ao final, nanopartículas com múltiplas cópias do antígeno convertem a resposta de memória em anticorpos circulantes.
O alvo é o supersítio V3-glycan, uma região do envelope viral que o HIV não consegue modificar com facilidade. É como se fosse o “ponto cego” dele.
O que os resultados mostraram
Em mais da metade dos animais, a vacina gerou anticorpos que bloquearam até 67% das variantes do HIV testadas em laboratório.
Em 44% deles, esses anticorpos apareceram circulando no sangue, que é onde precisam estar para barrar o vírus de verdade.
O animal com melhor resposta bloqueou 84% das variantes, nível que os autores estimam equivaler a uma proteção de 75% a 90%.
É o mesmo patamar dos neutralizadores de elite, as raras pessoas que já produzem esses anticorpos naturalmente.
Mas, embora os resultados sejam animadores, existem ressalvas. Os próprios pesquisadores reconhecem que sete doses ao longo de dois anos é um cronograma inviável para uma vacina de uso amplo. Isso sem contar que a durabilidade da proteção ainda não foi avaliada.
Até o momento, o primeiro componente do esquema, batizado N332-GT5, já está sendo testado isoladamente em um ensaio com humanos.
Desde que as evidências se confirmem, a International AIDS Vaccine Initiative pretende iniciar um estudo de eficácia de fase 3 dentro da próxima década.
APRESENTADO POR MSD
Você sabia que pode opinar sobre a incorporação de um novo tratamento para HAP no SUS?
A Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma doença grave que impacta a vida de pacientes e familiares.¹ Por isso, a Consulta Pública nº 64/2026 da CONITEC está aberta e avalia a incorporação de um novo tratamento para a doença no SUS. Não é preciso ser médico ou especialista: qualquer pessoa pode incluir opiniões, experiências reais ou informações técnico-científicas relacionadas ao tema.²,³.
Sua participação leva menos de 5 minutos! Acesse a consulta pública e deixe a sua contribuição aqui.
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GAME DO ESTAGIÁRIO
O ácido do seu estômago é tão poderoso que, em testes de laboratório, conseguiu dissolver... o quê? |
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HEALTHCARE
Médicos x dentistas: quem pode sedar?

(Imagem: O Globo)
Uma “guerra entre conselhos”. Na semana passada, o Conselho Federal de Medicina (CFM) foi à Justiça para suspender uma resolução que autoriza dentistas a aplicar sedação por via venosa.
A norma libera o procedimento em consultórios, clínicas e até em atendimento domiciliar. Já a anestesia geral segue proibida.
O CFM, junto à Associação Médica Brasileira (AMB) e à Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), também vai denunciar o Conselho Federal de Odontologia (CFO) ao Ministério Público Federal.
O que o CFO defende?A resolução organiza a sedação em níveis. No mais leve, o paciente fica relaxado, mas consciente e respondendo a comandos. Nos níveis mais profundos, ele perde parte da capacidade de reagir a estímulos e de manter a respiração sozinho. Para chegar até aí, o dentista precisa de treinamento avançado em suporte de vida. A norma também exige avaliação prévia do paciente, protocolo de emergência e monitoramento com oxímetro e eletrocardiograma. | O que o CFM responde?O argumento central é que a sedação não funciona como degraus, e sim como uma escala contínua. A mesma dose pode deixar um paciente sonolento e derrubar outro por completo. É aí que entra a via aérea, o caminho que leva o ar até os pulmões. Quando a sedação se aprofunda, a musculatura da garganta relaxa e pode bloquear a passagem do ar. Nesse cenário, alguém precisa assumir a respiração do paciente em segundos. As entidades alegam que isso exige formação médica, algo que o currículo odontológico não cobre. |
Quem está certo?
A disputa gira em torno da Lei do Ato Médico, que torna a sedação profunda uma atividade privativa do médico.
No entanto, a mesma lei abre determinadas exceções para a odontologia dentro da sua área de atuação. Enquanto a Justiça não decide, a resolução segue valendo.
E você, se identifica mais com os argumentos de qual entidade? |
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APRESENTADO POR JUNGLE
Sinais de que você está desidratado (mesmo batendo a meta de água do dia)
Dor de cabeça no meio da tarde, tontura, urina escura e boca seca.
Gabaritou aí? Isso acontece porque, quando você sua ou faz xixi, o corpo elimina água e eletrólitos ao mesmo tempo. Se você repõe só com água pura, entra líquido, mas não os eletrólitos que saíram junto…
É por isso que existe Jungle Electrolytes: eletrólitos balanceados + água de coco, zero açúcar, em sachê fácil de levar pra qualquer rotina: viagem, trabalho ou treino. Descubra como a hidratação pode ir além da água aqui.
BELIEVE IT OR NOT
25 anos depois… chegou a verdade

(Imagem: BBC)
Essa é para os não tão jovens. risos. Lembra do mercurocromo, aquele líquido vermelho que ardia e era aplicado com espátula de plástico no joelho ralado? Você sabia que ele sumiu das farmácias brasileiras há 25 anos?
Um dos principais motivos foi que nunca foi comprovado que o produto prevenisse infecções.
O princípio ativo era a merbromina, um composto organomercurial. O mercúrio não estava solto como nos termômetros antigos, mas estava encaixado na própria estrutura da molécula.
A ideia não era "isso está envenenando as crianças", e sim cortar fontes desnecessárias e cumulativas de exposição ao metal.
Eis que, em 1998, a agência reguladora americana (FDA) classificou a merbromina como "não reconhecida como segura e eficaz". Ou seja, ninguém nunca provou que funcionava.
🩺 Some a isso a espátula levando bactérias de volta para o frasco e a mancha vermelha escondendo os sinais de infecção que você deveria estar vigiando.
Hoje em dia, o simples funciona. A recomendação atual é água corrente e sabão — e qualquer sabão serve, sem precisar ser antibacteriano.
Ainda assim, se você levou mercurocromo no joelho a vida inteira durante a infância, pode ficar tranquilo, pois o contato, por si só, não significa intoxicação.
RODAPÉ
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