06/04/2026

comparação constante

bom dia. parar de se comparar faz bem à saúde. em tempos de redes sociais, o estresse de querer o corpo ou a vida do outro cobra um preço que a maioria das pessoas não vê.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

🤰 Quase 1 em cada 10 gestantes usou drogas durante a gravidez.
🔥 O que está em alta no universo da saúde. 
🧠 Refrigerantes podem aumentar risco de demência?
🧬 Pela primeira vez, um animal com dois pais do mesmo sexo teve filhos.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos pela internet.

Segunda-feira, 06/04/2026

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BIG STORY
Quase 1 em cada 10 gestantes usou drogas durante a gravidez

(Imagem: Pinterest)

🤰Dados alarmantes. Um levantamento do Hospital de Clínicas de Porto Alegre revelou que 8,5% das gestantes que deram à luz na unidade haviam consumido maconha ou cocaína nas semanas anteriores.

  • De 2.754 testes de urina realizados, 4,5% foram positivos para o uso de cocaína e 4% para o uso de maconha.

  • O percentual é ainda maior do que no início do protocolo em 2022, quando era de 6,8%, o que indica uma tendência de crescimento ao longo dos anos.

Por que isso é grave para o bebê? Essas substâncias atravessam a placenta — estrutura que conecta mãe e filho — e chegam diretamente à circulação do bebê, cujo cérebro ainda é extremamente sensível a agentes tóxicos.

A maconha contém THC, composto que se acumula nos tecidos gordurosos do feto e interfere no desenvolvimento de circuitos cerebrais essenciais para memória, atenção e controle.

A cocaína, por sua vez, provoca vasoconstrição, ou seja, estreita os vasos sanguíneos que irrigam a placenta, reduzindo o oxigênio e os nutrientes que chegam ao bebê.

🩺 Isso aumenta o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e até lesões cerebrais permanentes. Em casos mais graves, os recém-nascidos chegam ao mundo já em abstinência, com tremores, choro inconsolável e dificuldade para dormir.

O cenário brasileiro atual 🇧🇷

Segundo o último Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, realizado pela Unifesp em 2023, entre 2012 e 2023, a proporção de pessoas que experimentaram alguma substância psicoativa ilícita ao menos uma vez na vida passou de 10,3% para 18,7%.

  • Entre os homens, esse índice é de 23,9%;

  • Entre as mulheres, é de 13,9%, com o uso entre “mulheres adultas” aumentando em mais de 6 pontos percentuais durante o período.

(Imagem: the news studios)

O que muda (na prática)?

De certa forma, existem duas maneiras de enxergar o cenário: uma é a preventiva e a outra é a assistencial — e ambas são igualmente necessárias.

Do ponto de vista da prevenção, é urgente ampliar o acesso à informação durante o pré-natal, já que muitas mulheres desconhecem os reais riscos das substâncias para o bebê.

Mas quando o uso já ocorreu, o olhar precisa mudar: essa mãe não precisa de julgamento, mas de acolhimento, acompanhamento e tratamento adequado.

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APRESENTADO POR FACULDADE SÍRIO-LIBANÊS
A síndrome do impostor e a falta de tempo pra tudo

Se você trabalha na saúde, já deve ter desejado aquele controle remoto do filme "Click" para apertar o botão e ter mais tempo.

A rotina é puxada, e você ainda quer dar conta de tudo, né? Essa é a síndrome do impostor, falando que você está ficando para trás porque não consegue uma brecha na agenda para se especializar e, consequentemente, crescer mais na carreira.

Para te ajudar: A Faculdade Sírio-Libanês desenhou cursos de curta duração justamente para quem sente que o tempo está escorrendo pelos dedos. O foco é entregar capacitação de qualidade em menos tempo.

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GAME DO ESTAGIÁRIO

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RESEARCH
Refrigerantes podem aumentar risco de demência?

(Imagem: Pinterest)

Se você é do time que toma refrigerante todo dia sem pensar duas vezes, a ciência acabou de te dar um motivo para repensar.

Um estudo publicado no Journal of Nutrition, Health and Aging analisou dados de mais de 118 mil adultos acompanhados por 13 anos e encontrou a seguinte associação:

Quem consumia mais de um copo de bebidas açucaradas por dia apresentou um risco 61% maior de desenvolver demência do que aqueles que não tinham esse hábito.

A teoria por trás do fenômeno

O excesso de açúcar força o pâncreas a produzir cada vez mais insulina, hormônio que "abre a porta" das células para receber energia.

Com o tempo, as células param de responder bem a esse sinal, gerando um estado chamado resistência à insulina, que desencadeia inflamações crônicas em todo o organismo. Essas inflamações chegam até o cérebro, onde a insulina também atua protegendo neurônios e ajudando a consolidar memórias.

🩺 A gordura acumulada no abdômen, consequência direta desse processo, libera substâncias que enfraquecem a “barreira protetora” do cérebro.

Sem essa proteção, ele fica mais vulnerável ao acúmulo de proteínas tóxicas associadas ao Alzheimer.

O que protege o cérebro?

O mesmo estudo identificou o lado oposto da moeda: café e chá verde apareceram associados à neuroproteção.

  • Ambos são ricos em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios que ajudam a preservar a saúde cerebral. O ideal, no entanto, é consumi-los sem açúcar.

Ainda assim, vale lembrar que esse foi um estudo observacional, ou seja, ele aponta uma forte associação, mas não prova que o refrigerante causa demência diretamente.

PS: Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico original completo.

WORLD HEALTH
Pela primeira vez, um animal com dois pais do mesmo sexo teve filhos

(Imagem: Pinterest)

Um marco histórico que pode mudar o futuro da reprodução humana. Pesquisadores da Universidade Jiao Tong de Xangai, na China, conseguiram algo inédito:

Camundongos nascidos de dois pais machos geraram, eles mesmos, descendentes saudáveis e férteis.

O experimento começou com a fecundação de dois espermatozoides dentro de um óvulo sem núcleo, eliminando assim o material genético feminino.

Para que o embrião se desenvolvesse normalmente, a equipe utilizou uma técnica chamada edição de epigenoma, reprogramando sete regiões específicas do DNA do espermatozoide. Em condições naturais, essas regiões precisariam de contribuição materna para funcionar corretamente.

🩺 Ainda assim, o processo falhou inúmeras vezes. Dos embriões gerados, apenas dois camundongos sobreviveram até a idade adulta — e ambos eram férteis.

Por que isso é tão difícil?

Gerar descendentes a partir de duas mães é consideravelmente mais simples do que a partir de dois pais. Para se ter uma ideia, o primeiro camundongo fértil com duas mães foi relatado ainda em 2004.

  • No caso de dois machos, os obstáculos biológicos são maiores e, até 2025, nenhum dos animais gerados dessa forma havia chegado à idade adulta com saúde ou capacidade reprodutiva.

E agora? O avanço é significativo, mas ainda está distante de qualquer aplicação em humanos.

Ratos e humanos possuem organismos essencialmente diferentes, e os testes em modelos animais são apenas o primeiro passo de um longo processo científico.

RODAPÉ

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