08/05/2026

objetivos

bom dia. “se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve.” se você não tem objetivos claros para a sua saúde, cada escolha fica mais difícil. e a constância se torna quase impossível.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

🧬 Genes podem prever quanto você emagrecerá com Ozempic e Mounjaro.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🤖 “Anvisa dos EUA” quer usar IA para acelerar estudos clínicos
🩺 Quase mil médicos sofreram agressão no Rio de Janeiro desde 2018.
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Sexta-feira, 08/05/2026

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BIG STORY
Genes podem prever quanto você vai emagrecer com Ozempic e Mounjaro

(Imagem: Axios)

💉Surpreendente. Um novo estudo publicado na revista Nature revelou que variantes genéticas podem influenciar diretamente a quantidade de peso perdida com as “canetas emagrecedoras”.

A pesquisa foi conduzida pela 23andMe, empresa de genética com um dos maiores bancos de DNA do mundo, e analisou dados de 27.885 pessoas que usaram os medicamentos.

Os pesquisadores identificaram que pessoas com uma variante no gene GLP-1R perderam, em média, até 1,5 kg a mais do que aquelas sem essa mutação.

Esse gene codifica os receptores de GLP-1 no organismo — o mesmo alvo dos medicamentos como Ozempic e Wegovy. Ou seja, quem tem essa variante responde melhor ao tratamento.

Dependendo da ascendência do indivíduo, ela pode ser mais ou menos comum. Por exemplo:

  • Estima-se que a variante esteja presente em 40% dos indivíduos com ascendência europeia.

  • Em afrodescendentes, essa prevalência é de aproximadamente 7%.

Já outra variante, no gene GIPR, foi associada a maior probabilidade de efeitos colaterais — como náuseas e vômitos — especificamente com o Mounjaro e o Zepbound.

Por que isso importa?

Hoje, médicos estimam que cerca de 10% a 15% dos pacientes perdem menos de 5% do peso corporal com esses medicamentos.

Na prática, esses resultados podem ser frustrantes para quem paga milhares de reais do próprio bolso pelo tratamento completo.

🩺 No futuro, um teste genético poderia orientar qual medicamento escolher — e, claro, o que esperar dele.

Mas é preciso ir com calma. Apesar dos resultados animadores, os próprios autores da pesquisa reconhecem que ainda é cedo para usar esses testes na prática clínica.

Os efeitos identificados são modestos, e fatores genéticos explicam apenas parte da variação entre os pacientes.

Em outras palavras, trata-se de “um passo importante para entender a variabilidade”, mas as evidências, por ora, ainda não são suficientes para guiar decisões rotineiras.

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RESEARCH
“Anvisa dos EUA” quer usar IA para acelerar estudos clínicos

(Imagem: Axios)

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, anunciou uma iniciativa para usar inteligência artificial no monitoramento de ensaios clínicos em tempo real.

Além de melhorar a qualidade e precisão da análise em si, isso pode ser um divisor de águas para um dos principais obstáculos da inovação em saúde: o tempo.

Contextualizando… 

Atualmente, um novo medicamento leva, em média, entre 10 e 12 anos para chegar ao mercado. Parte significativa desse tempo é simplesmente burocracia:

  1. Dados coletados nos centros de pesquisa são enviados aos fabricantes;

  2. Esses fabricantes os analisam e depois submetem os dados à FDA, um processo lento, em etapas, com longas pausas entre as fases.

Segundo a própria agência, a expectativa é de que a inteligência artificial possa reduzir em até 40% o tempo total de desenvolvimento dos fármacos.

Tá, mas como vai funcionar?

A FDA já iniciou dois estudos piloto com monitoramento em tempo real: um com um medicamento da AstraZeneca para linfoma; outro da Amgen para carcinoma pulmonar.

  • A plataforma — desenvolvida em parceria com a empresa Paradigm Health — analisa os dados dos ensaios e entrega os sinais clínicos relevantes em dias, e não em meses.

Se o projeto confirmar os resultados, pacientes que hoje esperam anos por um novo tratamento podem passar a esperar muito menos. Ainda assim, o desafio segue sendo fazer isso sem que nenhum critério de segurança seja sacrificado no caminho.

APRESENTADO POR MSD
O que é a HAP?

Quando se fala em hipertensão, o pensamento vai direto ao sal e ao manguito no braço. Mas a Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) é uma condição diferente. Essa condição é caracterizada por alterações nas artérias pulmonares, comprometendo o fluxo sanguíneo.¹

O resultado? O coração precisa fazer uma força desproporcional para bombear o sangue, causando falta de ar, fadiga, dispneia entre outros sintomas.¹,²

Como os sintomas costumam ser inespecíficos, o diagnóstico precoce e preciso é fundamental para garantir o tratamento mais adequado a cada paciente. ¹

A MSD segue ampliando a conversa sobre essa condição. 👉 Saiba mais sobre a HAP aqui.

BRAZIL HEALTH
Quase mil médicos sofreram agressão no Rio de Janeiro desde 2018

(Imagem: Pinterest)

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), entre 2018 e 2025, foram registrados 987 casos de agressão contra médicos no exercício profissional no estado.

Desse total, 717 ocorreram em unidades públicas e 270 em unidades privadas. Com 459 registros, as agressões verbais lideram as estatísticas, seguidas por assédio moral (208) e agressão física (89).

O levantamento também revelou que a maioria das vítimas é composta por médicas.

O que está por trás disso?

Segundo o presidente do Cremerj, os dados evidenciam uma realidade que não pode mais ser ignorada: profissionais na linha de frente, cuidando da população, mas sem condições mínimas de segurança para exercer sua função.

🩺 A violência é, na maioria das vezes, fruto de uma frustração mal direcionada, pois a população responsabiliza o profissional pelas falhas estruturais do próprio sistema de saúde.

No entanto, o cenário não é exclusivo do Rio de Janeiro. O Conselho Federal de Medicina (CFM) registrou um aumento de 68% na violência contra médicos em todo o Brasil na última década.

O levantamento apontou que 2024 foi o pior ano da série histórica, com mais de 4.500 boletins de ocorrência por agressões.

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