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08/06/2026

expectativas
bom dia. felicidade = expectativas - realidade. se o resultado está negativo, vale a pena se fazer a pergunta: com quem você está se comparando?

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QUICK TAKES
Para se surpreender: Vídeo mostra momento em que jogador da seleção da Dinamarca tem colapso no meio do jogo contra a Ucrânia
Para se inspirar: Alexander Zverev se torna o primeiro tenista diabético a conquistar um dos quatro maiores torneios do tênis profissional
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Na edição de hoje:
🩺 1 em cada 4 brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🦟 Por que o Google quer criar um “exército” de mosquitos?
🦠 Imunoterapia reduz em 70% o risco de progressão do mieloma múltiplo.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Segunda-feira, 08/06/2026
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BIG STORY
1 em cada 4 brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido
Um novo estudo nacional, divulgado nesta semana com dados de 6,5 mil adultos em todo o país, revelou que 27% dos brasileiros desconhecem que mudanças de hábito podem reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer.
Até o ano de 2028, estima-se que o país registre 781 mil novos casos da doença por ano.
Só que, por mais impressionante que seja o número do título, a informação que mais chama atenção é como o desconhecimento sobre os principais fatores de risco se distribui de forma desigual.

(Imagem: The News Studios)
Há, entretanto, algumas curiosidades. Alguns dos hábitos mais cotidianos, por exemplo, são justamente os menos associados ao risco de câncer pela maior parte da população.
Outros achados reveladores mostram que 61,3% dos entrevistados acreditam que suplementos vitamínicos reduzem drasticamente o risco de câncer, o que não tem respaldo científico consistente.
🩺 Por fim, 40% desconhecem que o aleitamento materno é um fator de proteção comprovado contra o câncer de mama.
Como prevenir?
Segundo a American Cancer Society, aproximadamente 40% dos casos de câncer podem ser evitados por meio de mudanças no estilo de vida associadas à prevenção.
De modo geral, evitar a maioria dos fatores de risco mencionados no gráfico já seria um bom caminho. No entanto, é preciso que o conhecimento sobre esses riscos chegue de forma clara, acessível e contínua à população, especialmente aos grupos mais vulneráveis.
🩺 Campanhas de saúde pública, educação escolar e comunicação científica de qualidade são ferramentas comprovadamente eficazes para reduzir a incidência de doenças evitáveis.
No caso do câncer, cada ponto percentual a mais de conscientização representa, na prática, milhares de diagnósticos precoces e vidas salvas.
APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
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GAME DO ESTAGIÁRIO
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HEALTHCARE
Por que o Google quer criar um “exército” de mosquitos?

(Imagem: Axios)
E se uma das maiores empresas de tecnologia do mundo planejasse criar… mosquitos? Sim, você leu certo.
O programa “Debug”, apoiado pelo Google, anunciou planos para soltar 32 milhões de mosquitos estéreis nos estados americanos da Flórida e da Califórnia.
O objetivo é simples: combater o Aedes aegypti, a espécie de mosquito responsável pela transmissão de dengue, febre amarela, Zika e chikungunya — doenças que, segundo o programa, colocam 40% da população mundial em risco.
Como funciona?
A estratégia consiste em criar machos infectados com uma bactéria chamada Wolbachia, responsável por torná-los estéreis.
Como mosquitos machos não picam, a liberação em massa não representa risco direto para os seres humanos.
Quando uma fêmea selvagem se acasala com um desses machos, os ovos simplesmente não eclodem. E, considerando que uma única fêmea pode botar mais de 100 ovos por vez e que ela não voltará a botar ovos após isso... daí é só fazer as contas.
Mas isso não é novidade. O programa World Mosquito Program, da Universidade Monash, na Austrália, já aplica a técnica com Wolbachia em 15 países da Ásia, Oceania e Américas.
O monitoramento da organização indica que, nas regiões com alta presença da bactéria, não foram registrados surtos de dengue.
🔮 Looking forward. A partir de agora, o projeto ainda aguarda aprovação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.
Curiosidade para fechar. Os mosquitos infectados com Wolbachia são liberados no Brasil desde 2014 em projetos experimentais e, em 2025, o país inaugurou a maior fábrica do mundo dedicada à criação deles.
APRESENTADO POR NOVOTEL
O elixir da longevidade é… viajar
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WORLD HEALTH
Imunoterapia reduz em 70% o risco de progressão do mieloma múltiplo

(Imagem: Pinterest)
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine mostrou que um tipo específico de imunoterapia reduziu em 71% o risco de progressão da doença em pacientes com mieloma múltiplo.
O estudo contou com a participação do brasileiro Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center.
Sobre a doença 🩺
O mieloma múltiplo é um câncer que afeta as células plasmáticas, um tipo de glóbulo branco produzido na medula óssea e responsável por fabricar anticorpos e defender o organismo.
Quando essas células se tornam malignas, multiplicam-se de forma descontrolada e passam a ocupar o espaço das células saudáveis na medula óssea.
Como consequência, o organismo perde progressivamente sua capacidade de defesa, e o paciente fica vulnerável à anemia, às dores ósseas, à insuficiência renal e a infecções graves.
O que está sendo feito?
O medicamento utilizado no estudo — chamado teclistamabe — pertence a uma classe de imunoterapias conhecida como anticorpos biespecíficos.
Tratam-se de moléculas artificiais projetadas para agir como uma ponte entre o tumor e o sistema imunológico.
De um lado, o teclistamabe se liga a uma proteína chamada BCMA, presente na superfície das células do mieloma.
Do outro, recruta as células T, os “principais agentes” do sistema imune, e as posiciona diretamente em contato com as células cancerígenas.
Essa “aproximação forçada” faz com que o próprio organismo reconheça e destrua o tumor de forma dirigida e precisa.
Quanto aos resultados…
O estudo acompanhou 593 pacientes com mieloma recidivado ou refratário — casos em que a doença voltou ou parou de responder ao tratamento — e foi realizado em 162 centros de 24 países.
Após 17,3 meses de acompanhamento, 69,8% dos pacientes tratados com teclistamabe permaneciam vivos e sem progressão da doença, contra apenas 26,9% do grupo controle.
RODAPÉ
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