22/06/2026

imaginação x realidade

bom dia. frequentemente, a nossa mente cria cenários que o corpo ainda nem viveu. antes de catastrofizar, lembre-se: a realidade costuma ser bem menos assustadora do que o que você imaginou.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

🏠 Home office pode aumentar a solidão e piorar a saúde mental?
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
💉 Medicamentos para obesidade podem beneficiar testosterona e fertilidade.
🐜 Seriam os insetos o futuro da comida?
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.

Segunda-feira, 22/06/2026

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BIG STORY
Home office pode aumentar a solidão e piorar a saúde mental?

(Imagem: G1)

Desejado por muitos, o trabalho remoto pode ter um “custo silencioso” que nem sempre é percebido.

Um estudo com 568 mil participantes, publicado por pesquisadores das universidades de Harvard e Virgínia e do Banco da Reserva Federal de Nova York, associou o home office a maiores períodos de isolamento social.

🩺 A pesquisa analisou dados entre 2011 e 2024, excluindo os anos de pico da pandemia, e identificou que houve um aumento geral no sofrimento psicológico nesse período.

Segundo os autores, o trabalho remoto responde por aproximadamente um terço desse aumento.

Antes da pandemia, as pessoas passavam, em média, 5,4 horas acordadas sozinhas em dias úteis. Quem passou a trabalhar remotamente acrescentou mais de uma hora a esse tempo.

E para quem mora sozinho…

Entre 2022 e 2024, o impacto foi ainda maior: quase 46% dos dias de home office foram passados inteiramente sozinhos, contra cerca de 39% no período pré-pandemia.

(Imagem: The News Studios)

O escritório faz algo que passa despercebido: conecta pessoas. É claro que todos têm aquele chefe ou colega de trabalho cuja “conexão” não é das mais agradáveis. risos.

Mas, em linhas gerais, estudos mostram que interações espontâneas no escritório reduzem marcadores de estresse e melhoram o humor de forma consistente.

🩺 O contato humano estimula a liberação de ocitocina e serotonina, neurotransmissores diretamente ligados ao bem-estar psicológico.

Na prática, o local de trabalho é, para grande parte dos adultos, a principal fonte de conexão social do dia.

Uma (possível) conclusão

A verdade é que estudos desse tamanho descrevem populações — não pessoas. O home office, por si só, não vai prejudicar a sua saúde mental.

Inclusive, muitas das pessoas que trabalham em casa afirmam que o ganho de produtividade permite que elas façam coisas que, paradoxalmente, favorecem a própria saúde mental, como malhar, cozinhar ou simplesmente dormir mais.

🩺 O que os dados sugerem é que, se você trabalha nesse modelo, vale prestar atenção em como está a sua vida social fora do trabalho.

Como fazer isso? Só você sabe. Entrar em um esporte novo, frequentar um clube com regularidade ou retomar um hobby antigo podem ser ótimas ideias.

No fim das contas, o problema nunca foi trabalhar de casa, mas esquecer que a vida acontece lá fora.

APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
Você já ouviu falar em neuroplasticidade? 🧠

(Fonte: adaptado de Revista FT)

Essa é a capacidade do cérebro de se reorganizar e criar novas conexões em resposta a estímulos, experiências e aprendizados — um processo que acompanha o desenvolvimento, a memória e a adaptação ao longo da vida. E talvez, essa seja uma boa metáfora para pensar o futuro da saúde.

Para quem atua na área, a ideia é familiar: a cada novo caso, ou evidência, a forma de cuidar evolui. O desafio agora é levar essa transformação para todo o sistema.

Pensando nisso, o Ensino Einstein e o IHI promovem o Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde. Essa será a 11ª edição desse encontro focado em reunir lideranças e especialistas globais para debater temas da atualidade, explorar conexões e construir soluções que impactam vidas.

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RESEARCH
Medicamentos para obesidade podem beneficiar testosterona e fertilidade

(Imagem: Newsweek)

Inicialmente, os análogos de GLP-1 (as famosas “canetas emagrecedoras”) foram pensados para o tratamento do diabetes tipo 2. Pouco tempo depois, se tornaram protagonistas na obesidade e agora, cada vez mais, observamos efeitos em outros órgãos e sistemas.

Uma revisão sistemática apresentada na reunião anual da Endocrine Society sugere que eles podem aumentar os níveis de testosterona e melhorar a qualidade do esperma em homens com obesidade.

Os resultados ainda são preliminares, mas apontam para uma direção promissora. Os pesquisadores analisaram ensaios clínicos randomizados de medicamentos GLP-1 que incluíam medições de testosterona em homens.

Em um deles, 30 homens com obesidade e baixos níveis de testosterona, condição chamada de hipogonadismo, foram divididos em dois grupos: um recebeu um medicamento análogo de GLP-1, enquanto o outro fez terapia de reposição de testosterona (TRT).

🩺 Após 16 semanas, os níveis de testosterona subiram de modo equivalente em ambos os grupos.

Em outro estudo, 25 homens com diabetes tipo 2 e hipogonadismo foram acompanhados por 24 semanas.

  • No grupo que usou GLP-1, a porcentagem de espermatozoides com formato ideal duplicou, passando de 2% para 4%.

  • No grupo da TRT, a contagem e a qualidade do esperma caíram. Segundo os pesquisadores, isso já era esperado nesse tipo de terapia.

Por que isso acontece?

Os medicamentos GLP-1 funcionam imitando um hormônio natural que sinaliza saciedade ao cérebro, levando à perda de peso.

🩺 E aí está a pista: a obesidade em si suprime a produção de testosterona. Na prática, o tecido adiposo converte testosterona em estrogênio.

Contudo, é preciso ter calma. Os próprios autores reconhecem que as evidências ainda são limitadas e que ensaios clínicos maiores serão necessários antes que qualquer recomendação seja feita.

O que pode ser dito é que, por ora, a lista de possíveis benefícios dos GLP-1 continua crescendo — e a ciência ainda está descobrindo quão extensa ela será.

APRESENTADO POR MSD
HAP: novas recomendações da SBPT e a importância do diagnóstico precoce

Identificar a HAP é um desafio. Diante disso, as novas recomendações da SBPT focam em otimizar a jornada de identificação da doença.¹

  • O documento destaca exames essenciais, como ecocardiograma e cateterismo cardíaco direito, além da estratificação de risco no diagnóstico e acompanhamento, chave para o planejamento terapêutico.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado contribuem para o controle da progressão da HAP e para a manutenção da saúde do coração.¹ A MSD apoia a ciência para transformar vidas. 👉 Saiba mais sobre as recomendações da SBPT aqui.

BELIEVE IT OR NOT
Você nunca comeria um inseto, certo?

(Imagem: National Geographic)

Se fizéssemos essa pergunta para 90% dos nossos leitores, a resposta transcenderia o simples “não”. Provavelmente seria um sincero: “você tá maluco?!risos.

No entanto, a repulsa pode ser maior na imaginação do que no paladar. E é justamente isso que um estudo de uma universidade portuguesa procurou provar.

Como funcionou a pesquisa? 🐜

Participaram 38 adultos entre 18 e 55 anos que nunca haviam experimentado alimentos à base de insetos.

Enquanto comiam, os pesquisadores monitoravam a atividade cerebral por eletroencefalografia (EEG) e a frequência cardíaca por eletrocardiografia.

  • Alguns participantes foram informados do que estavam comendo;

  • Outros foram informados de que consumiam uma barrinha de cereal comum, quando, na verdade, era a versão com insetos.

Os pesquisadores esperavam encontrar repulsa, baixo interesse e uma preferência clara pela barrinha convencional — e, de fato, quando foram informados de que estavam comendo a barrinha à base de insetos, a frequência cardíaca e o nervosismo dos participantes aumentaram significativamente.

No entanto, antes disso, o achado foi o oposto: curiosidade, engajamento e uma preferência evidente pela barrinha de insetos.

De modo geral, o principal ponto do estudo é: será que o nosso “medo” de consumir insetos é irracional?

Você comeria uma barrinha de proteína feita à base de insetos?

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RODAPÉ

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