23/03/2026

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

💉 Vacina de HPV reduz risco de câncer do colo do útero por décadas.
🔥 O que está em alta no universo da saúde. 
🩸 Um novo exame de sangue quer prever quanto tempo você viverá.
🇬🇧 Dois jovens morrem em surto de meningite meningocócica no Reino Unido.
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Segunda-feira, 23/03/2026

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BIG STORY
Vacina de HPV reduz risco de câncer do colo do útero por décadas

(Imagem: Nature)

Após acompanhar 926.362 mulheres jovens na Suécia, um estudo publicado no British Medical Journal descobriu que a vacina de HPV reduz drasticamente o risco de câncer do colo do útero (cervical).

Você deve estar pensando: “Ok, mas qual é a novidade?”. A novidade é que essa proteção não diminuiu com o passar do tempo.

Contextulizando… 🩺

O HPV — ou papilomavírus humano — é um grupo de mais de 200 vírus que infectam pele e mucosas, sendo transmitidos principalmente por contato sexual direto.

  • Alguns tipos causam verrugas benignas;

  • Outros são considerados de alto risco por estarem associados ao desenvolvimento de câncer, especialmente o do colo do útero.

Após a infecção, o vírus pode permanecer silencioso por anos, sem causar sintomas, o que dificulta sua identificação precoce.

🩺 Nos casos persistentes, o HPV pode induzir alterações nas células infectadas, levando a mutações que favorecem o crescimento descontrolado e a formação de tumores.

A maioria das infecções é eliminada naturalmente pelo sistema imunológico, mas uma parcela evolui de forma progressiva e potencialmente grave.

O que diz o novo artigo?

Após um acompanhamento médio de 18 anos (de 1995 até 2023), não houve sinais significativos de que a proteção da vacina diminua com o tempo.

  • Mais especificamente, mulheres vacinadas antes dos 17 anos apresentaram um risco 79% menor de desenvolver câncer cervical invasivo em comparação às não vacinadas.

  • Mesmo após 13 a 15 anos da aplicação do imunizante, a redução de risco permaneceu em torno de 77%.

🇧🇷 No Brasil, o HPV permanece altamente prevalente, com infecção genital em cerca de 54,4% das mulheres e 41,6% dos homens sexualmente ativos.

Estima-se que entre 9 e 10 milhões de brasileiros estejam infectados, com cerca de 700 mil novos casos por ano.

O vírus está relacionado a mais de 23 mil novos casos anuais de câncer no país, especialmente de colo do útero.

  • Apesar disso, o Brasil avançou na vacinação, alcançando mais de 82% de cobertura em meninas e ampliando a proteção populacional.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina gratuitamente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, faixa etária ideal por garantir imunização antes do início da vida sexual.

Pessoas imunossuprimidas, transplantadas ou vivendo com HIV podem receber a vacina até os 45 anos. Clínicas particulares também oferecem a vacina para quem estiver fora dessas faixas etárias.

PS: Para quem quiser se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico original completo.

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RESEARCH
Um novo exame de sangue quer prever quanto tempo você viverá

(Imagem: Pinterest)

Um novo estudo, realizado pela Duke University e publicado na revista Aging Cell, defendeu a seguinte tese: pequenas moléculas de RNA conhecidas como piRNAs podem prever com precisão se os idosos têm probabilidade de sobreviver durante pelo menos mais dois anos.

Os pesquisadores analisaram mais de 1.200 amostras de sangue de pessoas com 71 anos ou mais, utilizando inteligência artificial para avaliar 187 fatores clínicos e 828 pequenos RNAs diferentes.

Os resultados indicaram que um grupo de seis piRNAs previu a sobrevida em dois anos com até 86% de precisão.

Contextualizando… 🩺

Os piRNAs são pequenas moléculas de RNA que não produzem proteínas, mas ajudam a controlar quais genes ficam ativos ou silenciosos nas células.

Eles atuam como “guardiões” do material genético, bloqueando sequências que podem causar danos ao DNA e contribuir para doenças.

Além disso, seus níveis no sangue podem refletir o estado biológico do organismo, funcionando como sinais indiretos de envelhecimento e saúde geral.

Para prever a sobrevivência a curto prazo — aproximadamente 2 anos —, a análise dos piRNAs foi mais eficiente do que fatores como idade, colesterol, atividade física e pressão arterial.

  • Já para prever a sobrevivência a longo prazo (mais de 2 anos), indicadores como hábitos de vida, histórico médico e nível de atividade física mostraram maior relevância.

🔮 Próximos passos. Apesar do impacto da descoberta, os pesquisadores alertam que o exame ainda não está disponível para uso clínico.

Serão necessários mais estudos para confirmar os resultados em diferentes populações e entender melhor como esses marcadores funcionam.

HEALTHCARE
Dois jovens morrem em surto de meningite meningocócica no Reino Unido

(Imagem: Estado de Minas)

As autoridades de saúde do Reino Unido investigam um surto de meningite B bacteriana que já causou a morte de dois jovens na cidade universitária de Canterbury.

A Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido disse que aguarda a confirmação de mais 11 casos da doença na cidade, elevando para 20 o número total de infecções confirmadas e suspeitas.

Do que se trata?

A meningite meningocócica é uma infecção bacteriana grave causada pela Neisseria meningitidis, que ataca as meninges, membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal.

Quando as meninges ficam inflamadas, podem comprimir estruturas nervosas vitais, impedindo o cérebro funcione corretamente e causando lesões neurológicas permanentes ou morte.

🩺 O que torna a doença particularmente perigosa é sua evolução extremamente rápida: entre o início dos sintomas e o coma grave, podem se passar apenas 24 a 48 horas.

A bactéria se espalha por gotículas respiratórias e contato próximo, como beijos ou compartilhamento de utensílios, sendo comum em ambientes com aglomeração de jovens, como universidades e festas.

Resposta das autoridades

Na universidade, estão sendo distribuídas máscaras e antibióticos, e o governo anunciou que os estudantes passarão a ter acesso à vacina contra a meningite B.

As autoridades de saúde afirmam que um único esquema de antibióticos é altamente eficaz na prevenção da infecção e na interrupção da transmissão em cerca de 90% dos casos.

Ou seja, mesmo com diagnóstico precoce e início rápido do tratamento, o risco de morte gira em torno de 10%.

RODAPÉ

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