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24/07/2026

hidrate-se
bom dia. cansaço e cabeça lenta nem sempre pedem mais um energético com quilos de cafeína. às vezes, o corpo só está pedindo um copo d’água. não complique o que é simples.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:
🇺🇸 Militares americanos dosarão testosterona anualmente.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
👶 Ebola avança em ritmo recorde na África.
🧬 Bilionário afirma ter criado um "clone" de si mesmo em laboratório.
📹 Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Sexta-feira, 24/07/2026
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BIG STORY
Mais testosterona, melhor desempenho?

(Imagem: Today Show | CBS)
O secretário de Defesa dos Estados Unidos anunciou que militares americanos passarão por exames anuais de testosterona a partir dos 30 anos.
Quem for diagnosticado com níveis baixos poderá receber a oferta de terapia de reposição hormonal.
A adesão será voluntária, e militares com menos de 30 anos também podem pedir para realizar o exame.
Por que isso importa? A testosterona é o principal hormônio sexual masculino, produzida predominantemente nos testículos. Ela regula massa muscular, densidade óssea, produção de esperma, libido e até humor e disposição.
Os níveis caem naturalmente com a idade, em geral, a partir dos 30 anos. Esse declínio gradual é fisiológico e, na maioria dos homens, não causa sintoma nenhum.
E é aí que começa a polêmica…
As principais sociedades internacionais de endocrinologia recomendam reposição apenas para o hipogonadismo sintomático e confirmado.
Ou seja, quando o homem tem sintomas claros — queda de libido, fadiga, perda de massa muscular, disfunção erétil — e dosagens baixas comprovadas em pelo menos duas manhãs diferentes.
Não basta um número baixo no exame, e as mesmas diretrizes recomendam, explicitamente, não rastrear testosterona em quem não tem sintomas.
Acontece que a medida do Pentágono faz exatamente o contrário: parte do exame para depois procurar o problema.
Em quem tem hipogonadismo confirmado, a reposição melhora libido, disposição e massa muscular.
Já em homens sem indicação, o hormônio externo desliga a produção natural dos testículos, reduzindo o tamanho testicular e a contagem de espermatozoides, às vezes de forma permanente.
Somam-se ainda o aumento da viscosidade do sangue, acne, apneia do sono e maior risco cardiovascular em quem já é predisposto.
Resumindo…
Trata-se de um dilema dos grandes. Por um lado, o argumento é de desempenho e saúde. Rastrear um déficit hormonal real pode, sim, beneficiar quem tem sintomas.
Por outro lado, quem testa uma população saudável tende a encontrar muitos números "baixos" sem doença por trás.
Na prática, o desfecho vai depender de quem interpreta o resultado. Testosterona é tratamento sério, não suplemento de performance.
APRESENTADO POR MSD
A sociedade civil pode opinar e ajudar a decidir os caminhos da saúde
Quando pensamos em inovação médica, imaginamos laboratórios e cientistas. Mas já parou pra pensar como um tratamento chega, de fato, a quem precisa?
No Brasil, essa ponte é a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).¹ A comissão avalia a eficácia, segurança e viabilidade de novas tecnologias em saúde com base em evidências científicas e nas contribuições da sociedade, via consultas públicas.¹˒²
Nesse momento, médicos, profissionais da saúde, pacientes e sociedade civil podem compartilhar opiniões, experiências e informações técnico-científicas sobre os temas avaliados, ajudando a CONITEC a decidir.²
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GAME DO ESTAGIÁRIO
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HEALTHCARE
Surto de Ebola acelera na África

(Imagem: Financial Times | Getty Images)
“Ritmo recorde”. Essas foram as palavras usadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para descrever a evolução da atual epidemia de Ebola no continente africano.
Embora não seja o maior surto já registrado em número de mortes, epidemiologistas destacam que é o de disseminação mais rápida da história.
O surto já ultrapassou os 1.000 óbitos, com 999 deles apenas na 🇨🇩 República Democrática do Congo. Ao todo, o país registrou 2.473 casos.
Sobre a doença 🦠
O Ebola é uma febre hemorrágica viral grave, transmitida pelo contato com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
Os sintomas evoluem de sinais parecidos com os de uma gripe forte para sangramentos e falência de órgãos.
O principal problema desta vez tem nome: a variante Bundibugyo. Diferente da variante Zaire, ela ainda não tem vacina nem tratamento aprovados.
🩺 Por isso, o cuidado depende de suporte precoce, como hidratação intensiva e controle dos sintomas. Ainda assim, a doença mata cerca de 4 em cada 10 casos confirmados.
O surto atual está concentrado na província de Ituri, uma região rica em minerais e marcada por conflitos armados, o que dificulta o trabalho das equipes de saúde.
O resultado é preocupante: no epicentro, o número de infecções chegou a dobrar a cada 28 dias.
Agora, a OMS afirma que testes de campo com dois medicamentos experimentais, uma vacina e uma estratégia de profilaxia, vêm mostrando resultados promissores.
Ainda assim, a Cruz Vermelha alerta que o surto pode não ter atingido o pico e se estender por até um ano.
APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
Em 72h, você pode estar ao lado desses líderes
Em três dias, centenas das maiores lideranças da saúde latino-americana vão se reunir para discutir o olhar para o paciente e as conexões que transformam o cuidado.
No 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde, você participa de conversas com quem decide os rumos da saúde no continente e constrói uma rede que vai abrir suas próximas portas.
De 28 a 30 de julho, troque experiências, crie pontes e volte com repertório que não se encontra em artigo nenhum. 👉 Garanta a sua vaga aqui.
BELIEVE IT OR NOT
O laboratório criou uma nova versão humana?

(Imagem: Amazon)
Calma, não é um remake da famosa novela brasileira O Clone, de 2001. risos. Estamos falando do empresário americano Bryan Johnson, de 48 anos, que anunciou nas redes sociais que criou um "clone" de si mesmo em laboratório.
E as aspas na palavra “clone” não são por acaso. Isso porque o apelidado "Baby Bryan" não é um bebê nem um embrião. É um conjunto de células do próprio sangue, reprogramadas e mantidas em uma placa de Petri.
Sobre a técnica 🧬
O processo usa os chamados fatores de Yamanaka, um grupo de proteínas capaz de "reiniciar" células adultas do corpo.
Na prática, essas células voltam a um estágio parecido com o das células-tronco embrionárias. Ou seja, ganham de novo a capacidade de virar vários tipos de tecido.
🩺 Inclusive, a técnica rendeu ao pesquisador japonês Shinya Yamanaka o Prêmio Nobel de Medicina de 2012, dividido com o britânico John Gurdon.
Então, se não é um clone, para que serve?
Segundo Johnson, o material poderia servir de base para uma série de objetivos:
Desacelerar o envelhecimento;
Testar terapias personalizadas;
Cultivar órgãos para transplante;
Torná-lo doador do próprio sangue.
No entanto, só os dois últimos itens têm pesquisa consolidada por trás. Reverter o envelhecimento com células reprogramadas segue sem evidência científica em humanos.
Em resumo, reprogramar células é uma aposta real e promissora da medicina regenerativa, com ensaios clínicos já em andamento para Parkinson e doenças da visão.
No entanto, o que Johnson anunciou não saiu de um artigo científico sério, mas de um post nas redes sociais — e essa diferença muda tudo.
RODAPÉ
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