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25/05/2026

incerteza
bom dia. você não precisa ter tudo resolvido para seguir em frente. planejar é bom, mas a vida nos surpreende. tanto para coisas boas quanto ruins. e tudo bem não saber o que vem por aí.

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QUICK TAKES
Para ouvir uma história de superação: Médicos disseram que ela nunca conseguiria jogar tênis por conta de uma doença raríssima… e, este ano, ela alcançou a 65ª posição no ranking mundial.
Para assistir (e abrir um sorriso): Médico toca sanfona para alegrar pacientes no hospital.
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Na edição de hoje:
🦠 ISTs batem recorde histórico na Europa.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🐣 Pintinhos nascem de ovo artificial e podem ressuscitar espécie extinta.
🧠 Neutrófilos podem ter uma relação inesperada com a esquizofrenia.
📹️ Os melhores conteúdos que vimos na internet.
Segunda-feira, 25/05/2026
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BIG STORY
ISTs batem recorde histórico na Europa

(Imagem: The New York TImes)
Dados divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) apontam um aumento preocupante nas infecções sexualmente transmissíveis de origem bacteriana na Europa.
Segundo o órgão, essas infecções atingiram os níveis mais altos registrados em mais de uma década no continente.
Por que isso está acontecendo? Os especialistas apontam três fatores principais, com o primeiro — e o mais importante — sendo a redução no uso de preservativos. Também se destacam:
A resistência crescente das bactérias aos antibióticos;
A maior facilidade de encontrar parceiros sexuais por meio de aplicativos.
Além disso, muitos casos passam despercebidos porque as infecções frequentemente não causam sintomas visíveis, o que favorece a transmissão sem que a pessoa saiba que está infectada.
🩺 Isso cria um ciclo difícil de interromper sem testagem regular e educação sexual eficaz.
Por dentro dos números 📊
Os casos de gonorreia chegaram a 106.331, o que representa um aumento de 303% desde 2015.
Já a sífilis mais do que dobrou no mesmo período, somando 45.577 notificações;
Além disso, a clamídia segue sendo a IST mais comum, com 213.443 casos registrados no período.
Mas há uma preocupação específica. O ECDC destacou um aumento alarmante nos casos de sífilis congênita — aquela transmitida da mãe ao bebê durante a gestação.
A condição ocorre quando a bactéria Treponema pallidum atravessa a placenta e infecta o feto ainda no útero.
🩺 Sem tratamento, pode causar aborto espontâneo, morte fetal ou sequelas graves no recém-nascido, como surdez, cegueira e malformações ósseas.
O dado mais impactante é que a doença é completamente evitável. Basta diagnosticar e tratar a mãe durante o pré-natal.
O que vem pela frente?
A OMS fixou como meta a eliminação da sífilis congênita até 2030, mas, pelo ritmo atual, o caminho ainda é longo.
Dez anos consecutivos de crescimento nas ISTs não são coincidência, mas reflexo de falhas acumuladas em prevenção, educação sexual e acesso à testagem.
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GAME DO ESTAGIÁRIO
HEALTHTECH
Pintinhos nascem de ovo artificial e podem ressuscitar espécie extinta

(Imagem: Colossal Biosciences)
🦕 Estamos mais próximos de um Jurassic Park da vida real? Brincadeiras à parte, a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences anunciou o nascimento dos primeiros pintinhos gerados em um ovo artificial.
Na prática, isso abre espaço para algo que, até pouco tempo atrás, pareceria ficção científica: trazer de volta à vida espécies extintas.
Como funciona o ovo artificial? 🥚
O sistema desenvolvido pela Colossal Biosciences substitui a casca natural do ovo por uma membrana de silicone bioengenheirada, capaz de manter todas as condições necessárias para que o embrião se desenvolva até o nascimento.
Pesquisadores tentavam criar algo parecido desde os anos 1980, mas sempre esbarravam no mesmo problema: os embriões precisavam de oxigênio puro em excesso, o que acabava causando danos ao DNA.
🩺 A solução veio com uma estrutura que permite a entrada de oxigênio de forma semelhante à casca natural, usando apenas o ar do ambiente, sem necessidade de suplementação com oxigênio puro.
Os objetivos da tecnologia
O principal alvo da Colossal é a moa gigante, ave da Nova Zelândia extinta há quase 600 anos, pouco depois da chegada dos primeiros humanos à região.
A empresa também trabalha na desextinção do mamute-lanoso, com avanços previstos para 2028.
Na visão dos pesquisadores, o ovo artificial representa uma nova forma de reescrever o destino de espécies que a humanidade ajudou a apagar.
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RESEARCH
Neutrófilos podem ter uma relação inesperada com a esquizofrenia

(Imagem: Salud Savia)
Pesquisadores da Universidade de Stanford identificaram que os neutrófilos — células de defesa do sangue — produzem uma proteína que ninguém sabia que fabricavam, o que pode mudar profundamente a forma como entendemos a esquizofrenia.
Sobre a condição 🩺
A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico crônico causado por desequilíbrios em neurotransmissores como dopamina e glutamato, que afetam a comunicação entre neurônios em regiões-chave do cérebro.
Na prática, isso se traduz em alucinações, delírios e deterioração progressiva das funções cognitivas — como memória, raciocínio e tomada de decisão.
Sua hereditariedade é de aproximadamente 80%, o que coloca a genética no centro da equação.
No centro do mistério…
Uma proteína chamada C4A, produzida principalmente no fígado e já conhecida por integrar o sistema imunológico, responsável por combater infecções.
O que os pesquisadores descobriram é que os neutrófilos também a fabricam, e em quantidades muito maiores em pacientes esquizofrênicos do que em pessoas saudáveis.
🩺 No cérebro, a C4A está ligada à eliminação excessiva de sinapses, que são as conexões entre neurônios que sustentam o pensamento e a memória.
O que isso muda? Como os neutrófilos circulam no sangue e não no cérebro, novos medicamentos que bloqueiem sua ativação não precisariam atravessar a barreira hematoencefálica.
Trata-se de uma espécie de “filtro de segurança” que separa a corrente sanguínea do cérebro e impede a entrada da maioria das substâncias, um dos maiores obstáculos no desenvolvimento de tratamentos psiquiátricos.
Alterações nessas células também poderiam funcionar como marcadores diagnósticos precoces, identificando precocemente o risco da doença.
Trata-se do primeiro elo concreto entre o sistema imunológico periférico e a esquizofrenia — e pode ser o começo de uma nova era no tratamento da doença.
PS: Para quem quiser se aprofundar, aqui está o artigo científico completo.
RODAPÉ
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