27/07/2026

”pessoa noturna”

bom dia. sabe aquela pessoa que diz que “rende mais na madrugada”? então, em 99% dos casos, isso é apenas um sono desregulado. todos temos um relógio biológico, e a noite é um momento de descanso.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

🩺 Retatrutida: A fronteira entre a inovação e a cautela.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
🔊 O barulho da sua rua está afetando o seu cérebro?
💊 Viagra pode reduzir metástases de tumores.
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Segunda-feira, 27/07/2026

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BIG STORY
Retatrutida: A fronteira entre a inovação e a cautela

(Imagem: The Medicine Maker)

A evolução das famosas “canetas emagrecedoras” não para. Inicialmente, surgiu a semaglutida (Ozempic); depois, veio a tirzepatida (Mounjaro). Agora, um novo medicamento está a caminho: a retatrutida.

No entanto, toda inovação exige segurança e cautela. Por esse motivo, trouxemos o Dr. João Pedro Gomes, que é clínico e endocrinologista, para falar sobre o assunto.

Mas, afinal, o que é a retatrutida?

Ela é um medicamento injetável experimental que age sobre três receptores hormonais ao mesmo tempo: GLP-1, GIP e glucagon.

Por isso, a retatrutida é chamada de agonista triplo, um mecanismo de ação inédito entre as chamadas canetas emagrecedoras.

  • A semaglutida (Ozempic) age nos receptores GLP-1;

  • Já a tirzepatida (Mounjaro) age nos receptores GLP-1 e GIP.

Na prática, os dois primeiros hormônios reduzem o apetite, retardam o esvaziamento do estômago e melhoram o controle da glicose.

🩺 Já o glucagon age de forma diferente: aumenta o gasto energético e ajuda o corpo a queimar gordura como fonte de energia.

Essa “arquitetura tripla” explica por que a molécula alcançou resultados de perda de peso nunca vistos em estudos de fase 3.

O que mostram os estudos? 📑

Segundo o TRIUMPH-1, que contou com 2.339 participantes e durou um total de 80 semanas, quem utilizou a dose mais alta do medicamento perdeu, em média, 28,3% do próprio peso corporal. Além disso:

  • Observou-se uma queda de 41% nos níveis de triglicerídeos;

  • Observou-se uma queda de 12 mmHg nos níveis de pressão arterial sistólica.

Mas nem tudo são flores. Náuseas, diarreia e vômitos foram comuns, principalmente em quem usou as doses mais altas. Inclusive, essa foi a principal causa de abandono do tratamento.

Outro ponto que chamou a atenção foi o fato de que 1 em cada 8 pacientes apresentou formigamento e alterações de sensibilidade na pele.

E por que eu estou falando isso?

O motivo é simples: a retatrutida ainda não é aprovada em nenhum país do mundo. Mesmo assim, milhares de brasileiros já consomem a substância por meio de produtos falsificados.

Observo muitos pacientes comprando no “mercado paralelo”, e cada vez mais complicações ocorrem por falta de informação.

  • Portanto, a pergunta que não quer calar é: a retatrutida é promissora? Provavelmente sim. Inclusive, já podemos considerá-la um “marco científico”.

Mas, até que a sua segurança seja efetivamente comprovada, não podemos usá-la. A cautela aqui não é ceticismo, mas sim o próprio método científico fazendo o seu trabalho.

Portanto, se você quer perder peso, é fundamental procurar ajuda médica especializada. Todo ser humano é único, e cada um necessita de um tratamento personalizado.

PS: deixo aqui o link do meu perfil profissional do Instagram. Vai ser um prazer tirar eventuais dúvidas.

APRESENTADO POR MSD
Sua voz pode mudar o rumo da saúde pública no Brasil?

Quando pensamos em como novos tratamentos passam a fazer parte do SUS, esse processo pode parecer burocrático e distante. Mas existe um mecanismo de participação social que permite que diferentes vozes sejam ouvidas: a Consulta Pública da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC).¹

  • Todos os temas avaliados pela CONITEC são submetidos à consulta pública, permitindo que cidadãos compartilhem opiniões, experiências e informações técnico-científicas relacionadas às tecnologias em avaliação no âmbito do SUS.¹

Participar de uma consulta pública é uma forma de contribuir para o debate sobre saúde pública. 👉 Saiba mais sobre as consultas públicas da CONITEC e a jornada de incorporação de tecnologias no SUS.

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RESEARCH
O barulho da sua rua está afetando o seu cérebro?

(Imagem: Medical Express)

Talvez sim. Um estudo dinamarquês, publicado na JAMA Neurology, que acompanhou mais de 3,1 milhões de adultos com 40 anos ou mais, descobriu uma forte associação entre o ruído do trânsito e o risco de desenvolver Parkinson.

  • A cada aumento de 11,5 decibéis no lado mais exposto da casa, o risco subiu 3%.

  • No lado mais silencioso, onde costumam ficar os quartos, o risco cresceu 4% a cada 9 decibéis adicionais.

Ou seja, o barulho que invade justamente o cômodo onde você dorme parece pesar mais na conta.

Para se ter uma ideia, uma região rural costuma registrar entre 30 e 40 decibéis, o equivalente a uma biblioteca silenciosa. Já uma rua movimentada de Nova York marca cerca de 73 decibéis.

O que está por trás disso?

O Parkinson é uma doença neurológica em que os neurônios produtores de dopamina morrem progressivamente, o que gera tremores, rigidez muscular e dificuldades de equilíbrio.

🩺 A hipótese dos pesquisadores é que o ruído constante atrapalha o sono e mantém o corpo em estado de alerta, com liberação contínua de hormônios do estresse.

Esse desgaste crônico favorece a inflamação e o estresse oxidativo, processo em que moléculas instáveis danificam as células.

Ainda assim, vale ressaltar que se trata de um estudo observacional, ou seja, ele mostra uma correlação entre ruído e diagnóstico, mas não prova que o barulho cause a doença.

Para que isso seja feito, mais estudos de diferentes naturezas precisariam ser realizados.

Aos que quiserem se aprofundar no assunto, aqui está o artigo científico original completo.

APRESENTADO POR ENSINO EINSTEIN
Amanhã pode ser vai ser tarde demais ⚠️

Uma única sala pode concentrar o futuro de todo um setor. Amanhã começa o 11º Fórum Latino-Americano de Qualidade e Segurança na Saúde — sua oportunidade de estar nessa sala junto de centenas dos maiores líderes em saúde na América Latina.

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De 28 a 30 de julho, em São Paulo, em formato híbrido e com tradução simultânea.

WORLD HEALTH
Viagra pode reduzir metástases de tumores

(Imagem: Axios)

Sim, você leu certo. Um dos remédios mais usados no mundo para disfunção erétil pode dificultar a metástase do câncer.

Segundo um estudo publicado na revista Cancer Research, a sildenafila, princípio ativo do Viagra, limita a capacidade das células tumorais de usar colesterol.

Como funciona?

A metástase é a disseminação de células cancerígenas para outros órgãos e é o que mais aumenta a letalidade da doença.

  • Para se desprender do tumor e viajar pelo corpo, a célula cancerígena precisa de colesterol, matéria-prima das membranas que a envolvem.

A sildenafila bloqueia uma enzima chamada fosfodiesterase tipo 5 (PDE5) e eleva os níveis de cGMP, uma molécula sinalizadora.

🩺 O estudo mostrou que esse cGMP em excesso se liga à proteína que transporta o colesterol dentro da célula, deixando o estoque preso e indisponível.

Sem essa matéria-prima, a célula tumoral perde a capacidade de migrar e invadir outros órgãos.

Os pesquisadores testaram a hipótese em três frentes: modelos de câncer em camundongos, culturas de células tumorais de pacientes e dados de saúde de cerca de 5 milhões de pessoas.

Outro achado importante foi o de que combinar medicamentos da família do Viagra com estatinas, usadas para tratar dislipidemia, pode ser ainda mais eficaz.

Resumindo, é uma descoberta empolgante, ainda mais por envolver um medicamento barato e disponível há décadas.

Mas os resultados vêm de animais, de laboratório e de dados populacionais, o que significa que ainda faltam ensaios clínicos para confirmar o efeito em pessoas.

RODAPÉ

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