29/06/2026

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bom dia. a saúde cardiovascular afeta a saúde psíquica, que afeta a saúde intestinal, que afeta a… dá para continuar para sempre. a mensagem é simples: o seu corpo é um sistema só, e tudo está mais conectado do que imaginamos.

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QUICK TAKES
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Na edição de hoje:

⚠️ ONU emite alerta global sobre o aumento no uso de drogas sintéticas.
🔥 O que está em alta no universo da saúde.
👀 Medicamento para diabetes pode frear a perda de visão relacionada à idade.
🇺🇸 Quadros demenciais vão custar R$ 4,2 trilhões aos EUA em 2026.
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Segunda-feira, 29/06/2026

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BIG STORY
ONU emite alerta global sobre o aumento no uso de drogas sintéticas

(Imagem: Axios)

Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas de 2026, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o mercado global de drogas está em expansão acelerada, com destaque para uma explosão de novas substâncias sintéticas — cada vez mais complexas e diversificadas.

Segundo o relatório, 755 novas substâncias psicoativas circulam atualmente nos mercados globais, das quais 118 foram identificadas pela primeira vez em 2024.

As apreensões de narcóticos também revelam a escala do problema: comparado ao período pré-2000, atualmente existem cinco vezes mais tipos de drogas do que antes.

  • Ao todo, em 2014, aproximadamente 5,2% da população mundial entre 15 e 64 anos utilizava alguma substância psicoativa.

  • Em 2024, esse número subiu 20%, alcançando 6,2%.

Isso é extremamente perigoso ⚠️

O motivo é simples: a medicina opera sobre o que conhece, e essas substâncias são, por definição, desconhecidas.

🩺 Muitas agem em receptores pouco estudados, gerando quadros clínicos imprevisíveis que não respondem às condutas padrão.

Médicos nas emergências não dispõem de protocolos validados, antídotos específicos ou parâmetros toxicológicos para guiar o tratamento dessas intoxicações.

E, infelizmente, o resultado desse fenômeno é a morte por falta de conhecimento, e não por falta de recursos.

Tendências por substância

Os produtores continuam criando novas substâncias sintéticas em uma tentativa de contornar regulamentações e evitar a detecção.

Vale lembrar que cada “família” de drogas está passando por um momento específico.

Quando pensamos nos opioides, o mercado de ópio e heroína segue impactado pela proibição do cultivo de papoula imposta pelo regime talibã no Afeganistão em 2022.

  • Só que isso gerou um “efeito colateral”: com o abandono dos opioides vegetais, os sintéticos passaram a ganhar força.

Em relação à cannabis, o número de consumidores cresceu 40% entre 2014 e 2024, em parte devido à legalização e à descriminalização em vários países.

Falando sobre a cocaína, a produção potencial da droga ultrapassou 4.100 toneladas em 2024 — mais de quatro vezes o registrado há uma década.

No fim, a mensagem que fica é a seguinte: o mercado de drogas inova mais rápido do que a medicina consegue aprender — e isso pode ter sérias consequências.

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RESEARCH
Medicamento para diabetes pode frear a perda de visão relacionada à idade

(Imagem: Terra)

Um novo estudo feito por médicos da Universidade de Liverpool e publicado no BMJ Open Ophthalmology trouxe um dado inesperado: a metformina, medicamento antigo, barato e amplamente usado no controle do diabetes tipo 2, pode reduzir em 37% a progressão da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Sobre a condição 🩺

A DMRI é uma das principais causas de perda de visão em idosos. Ela afeta a mácula, região responsável pela visão central — usada para ler, identificar cores e reconhecer rostos — e se manifesta em duas formas.

Na forma seca, a mais comum (85% dos casos), partes da mácula se tornam mais finas com o tempo, causando perda progressiva da visão central.

Na forma úmida, vasos sanguíneos anormais crescem sob a retina e podem vazar fluidos, acelerando os danos.

E como a metformina pode influenciar?

A explicação biológica é plausível. O medicamento não age apenas no controle da glicose, mas também reduz o estresse oxidativo e a inflamação celular — ambos esses processos estão diretamente envolvidos na progressão da doença.

Na prática, a retina é um dos tecidos com maior demanda de oxigênio no organismo, o que a torna especialmente vulnerável a esses danos.


🩺 Mas, apesar da grande diminuição do risco observada, vale ressaltar que o estudo é observacional, ou seja, identifica uma associação, mas não prova que a metformina seja a causa direta.

Para confirmar o efeito, seria necessário um ensaio clínico randomizado comparando o medicamento com placebo em humanos. Inclusive, o primeiro está previsto para ocorrer ainda em 2026.

Por enquanto, a conduta mais segura segue sendo o acompanhamento oftalmológico regular e o controle dos fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, tabagismo e peso.

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BELIEVE IT OR NOT
Quadros demenciais vão custar R$ 4,2 trilhões aos EUA em 2026

(Imagem: Axios)

Um estudo publicado no periódico Alzheimer's & Dementia revelou que o custo total do tratamento do Alzheimer e das demências relacionadas nos EUA chegará a R$ 4,2 trilhões em 2026.

Quando comparamos com o valor registrado no ano passado, observa-se um aumento de aproximadamente R$ 200 bilhões.

Tá, mas como se obteve esse número? A resposta é simples e pode ser dividida em três “grandes blocos”:

  • O primeiro são os custos médicos e de cuidados de longa duração: R$ 1,15 trilhão, incluindo R$ 570 bilhões do Medicare e R$ 228 bilhões do Medicaid, os dois principais programas públicos de saúde dos EUA, voltados, respectivamente, para idosos e pessoas de baixa renda.

  • O segundo são os cuidados informais não remunerados, prestados por cônjuges, familiares e amigos, que somam 6,8 bilhões de horas e são contabilizados em R$ 1,23 trilhão.

  • Por fim, o terceiro — e o maior de todos — é a redução na qualidade de vida dos pacientes: R$ 1,66 trilhão.

O cenário atual 📊

Em 2026, 5,7 milhões de americanos com mais de 51 anos vivem com alguma forma de demência. Desses, 5,1 milhões têm 65 anos ou mais.

Com o envelhecimento populacional e o aumento na prevalência das demências, os autores alertam que esses custos tendem a crescer de forma acelerada — e talvez insustentável.

PS: Não sabemos se você reparou, mas, dos R$ 4,2 trilhões projetados, a maior fatia não aparece em nenhuma linha de orçamento governamental. Ela está nas horas não contadas de filhos, cônjuges e amigos que cuidam de quem não os reconhece mais.

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