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"Super El Niño" pode afetar a saúde dos brasileiros
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"Super El Niño" pode afetar a saúde dos brasileiros

(Imagem: O Tempo)
Se você, assim como o estagiário, também era da "turma do fundão" nas aulas de geografia, talvez o El Niño não seja exatamente o seu assunto favorito. risos.
Brincadeiras à parte, vale prestar atenção ao fenômeno, pois, desta vez, ele pode afetar a saúde de milhões de brasileiros nos próximos meses.
Sobre o fenômeno
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, com uma probabilidade de ocorrência de 83% entre maio e junho, causado pelo enfraquecimento dos ventos alísios que normalmente empurram as correntes quentes em direção à Ásia.
Esse desequilíbrio altera a circulação atmosférica global, redistribuindo calor e umidade de forma irregular pelo planeta.
No Brasil, o resultado típico é seca intensa no Norte e no Nordeste e excesso de chuvas no Sul e no Sudeste.
Quando o aquecimento ultrapassa 1,5°C acima da média, o fenômeno passa a ser classificado como "Super El Niño" — e, em eventos históricos, seus impactos foram devastadores.
O Super El Niño de 1877–1878 provocou secas simultâneas na Ásia, África e América do Sul, colapsando colheitas inteiras.
A fome generalizada que se seguiu matou entre 30 e 50 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 4% da população mundial da época. Confira a explicação mais detalhada abaixo.
Agora, as preocupações médicas são diferentes
O calor extremo favorece a desidratação e aumenta a perda de líquidos e eletrólitos pelo suor, tornando o sangue mais viscoso e elevando o risco de coágulos, infartos e AVCs.
🩺 Quem já tem hipertensão ou histórico de doenças cardíacas é mais vulnerável, mas ninguém está completamente imune aos efeitos das altas temperaturas o sistema cardiovascular.
A combinação de calor intenso e chuvas também cria condições favoráveis para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue e da chikungunya.
Nas regiões afetadas pela seca, a qualidade do ar tende a piorar significativamente, potencializando crises de asma, bronquiolite e a disseminação de vírus respiratórios, como a influenza.
Como me proteger?
A hidratação frequente é uma das medidas mais simples — e mais subestimadas. Beber água repõe eletrólitos, reduz a viscosidade do sangue e alivia a sobrecarga cardiovascular causada pelo calor.
🩺 Evitar a exposição ao sol entre 10h e 16h diminui o risco de insolação e protege o sistema respiratório da poluição que costuma se intensificar nos períodos de seca.
Eliminar qualquer acúmulo de água parada em casa — desde um prato de planta até uma calha entupida — continua sendo a forma mais eficaz de reduzir a proliferação do Aedes aegypti.
Por fim, manter a carteira de vacinação atualizada, especialmente contra influenza e dengue, oferece uma camada extra de proteção para os próximos meses.
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